2026-11-04

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October 22, 2026

O que são as lacunas de habilidades (skills gap) e como fechá-las

Yolanda Amores

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Yolanda Amores
Chief Marketing Officer at isEazy
skills gap

Table of contents

O que é uma lacuna de habilidades ou skills gap?

Uma lacuna de habilidades, ou skills gap, é a diferença entre as competências que os funcionários de uma organização têm e aquelas de que essa organização precisa para funcionar corretamente. Fica evidente quando alguém tem que executar uma tarefa e não conta com as habilidades para fazê-la bem: o trabalho atrasa, é delegado para cima ou é resolvido com um método pior do que o que estava disponível.

Não é um problema menor nem minoritário. No Brasil, 80% dos empregadores declaram dificuldade para contratar, acima da média global de 72%, segundo a Pesquisa de Escassez de Talentos 2026 da ManpowerGroup, feita com mais de 39 mil empregadores em 41 países e 1.020 entrevistas no país.

A distância entre as habilidades que os profissionais têm e as de que precisam para desempenhar seu cargo cresceu de forma sustentada nos últimos anos. É um fenômeno comum, mas isso não o torna inofensivo: uma lacuna não detectada se paga em produtividade, em projetos que não arrancam e em talento que vai embora porque não vê caminho.

Este guia cobre as três perguntas que importam: quanta lacuna há realmente e em que setores, como identificar a da sua empresa com uma análise que você consiga executar, e o que fazer com ela depois de a ter diante dos olhos.

Um exemplo de lacuna de habilidades

Suponhamos que uma empresa adote um novo software de gestão de projetos impulsionado por IA para melhorar sua eficiência. Seus funcionários, no entanto, não têm as habilidades necessárias para aproveitar as análises preditivas nem a otimização de fluxos de trabalho, e preferem continuar usando os métodos tradicionais com os quais estão familiarizados.

O que acontece nesse cenário? Os funcionários não conseguem aproveitar as funcionalidades do novo software porque não o compreendem ou não se sentem confortáveis com a tecnologia, a empresa perde a oportunidade de melhorar sua eficiência e produtividade, e ficam abertas as portas a erros e atrasos desnecessários. O investimento está feito; o retorno, não.

O que não é uma lacuna de habilidades

Convém separá-la de dois conceitos com os quais se confunde diariamente, porque cada um se resolve de forma diferente:

  • Não é escassez de talento. A escassez é um problema do mercado: as habilidades não estão disponíveis lá fora. A lacuna é um problema interno: elas existem no mercado, mas não no seu quadro.
  • Não é um problema de desempenho. Quem sabe fazer algo e não faz tem um problema de motivação, de carga ou de direção. Treinar essa pessoa não resolve.

A distinção não é acadêmica: confundir uma coisa com a outra leva a abrir processos seletivos quando o que fazia falta era treinamento, ou o contrário. Se você quiser afinar o vocabulário, aqui está a diferença entre habilidades e competências.

Quanta lacuna há realmente: os dados de 2026

A lacuna de habilidades deixou há tempos de ser uma preocupação teórica para se tornar o principal freio operacional das empresas. No Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial, 63% dos empregadores apontam as lacunas de habilidades como a principal barreira para transformar seu negócio entre 2025 e 2030. À frente da regulação, do financiamento e da tecnologia.

Esse mesmo relatório estima que 39% das competências atuais dos trabalhadores terão se transformado ou ficado obsoletas até 2030, e traduz o problema para uma escala que se entende de uma olhada:

A cada 100 trabalhadores, os empregadores esperam que 29 precisem de upskilling no cargo atual, 19 precisem de reskilling e realocação interna, e 11 precisem de um treinamento que provavelmente não vão receber.
World Economic Forum, Future of Jobs Report 2025

Esses 11 em cada 100 são o número incômodo do relatório: trabalhadores cuja lacuna está identificada e para os quais, mesmo assim, não haverá plano. Em um quadro de 500 pessoas são 55 funcionários em risco de ficar de fora da mudança. Colocar esse número na sua própria organização costuma ser o argumento que destrava um orçamento de treinamento.

A lacuna de habilidades por setor

O dado agregado serve para a manchete, mas as decisões se tomam por setor. A Pesquisa de Escassez de Talentos 2026 da ManpowerGroup, que ouviu 39.063 empregadores em 41 países, abre que proporção de empresas não consegue preencher suas vagas em cada atividade. Estes são os números globais:

SetorEmpresas que não conseguem preencher vagasO que costuma estar por trás
Informação e tecnologia75%Tecnologia que muda o cargo mais rápido do que se treina quem o ocupa
Hotelaria e alimentação74%Alta rotatividade operacional e cargos difíceis de tornar atrativos
Setor público, saúde e serviços sociais74%Perfis muito especializados e sucessão geracional sem preparar
Serviços profissionais, científicos e técnicos73%Demanda por especialização crescendo mais rápido do que a formação que a abastece
Indústria72%Automação que redesenha o posto antes de alguém se requalificar para ele
Bancos e seguros71%Mudança regulatória e competências de dados disputadas com todos os outros setores

No Brasil, a mesma pesquisa mostra onde está o aperto do lado humano: o profissionalismo e a ética no trabalho lideram como a competência comportamental mais valorizada, seguidos pela comunicação e colaboração, a adaptabilidade, o pensamento crítico e a alfabetização digital. E aponta também a resposta mais citada pelas empresas brasileiras: o upskilling e o reskilling do time atual, mencionados por 44% delas, bem à frente de abrir novos pools de talento.

Por que acontecem as lacunas de habilidades?

O exemplo do software destaca uma das causas mais comuns: à medida que novas ferramentas e tecnologias chegam ao mercado, as habilidades necessárias para manejá-las também mudam. As empresas percebem que seu pessoal não se adapta com rapidez suficiente, sobretudo se não foram investidos recursos em capacitá-lo.

Não é o único fator. Também influenciam as mudanças demográficas, quando parte do quadro não cresceu com tecnologias digitais; o surgimento de novas áreas de especialização que antes não existiam como tais; e a falta de uma cultura organizacional que fomente o aprendizado contínuo e incentive os funcionários a desenvolver habilidades novas.

A essas causas convém somar três que aparecem em quase todas as análises e que o ritmo dos últimos anos tornou mais visíveis:

  • A rotatividade. Quando alguém vai embora, a lacuna não se abre aos poucos: aparece de uma vez, e costuma ser a do conhecimento que não estava documentado.
  • O crescimento do negócio. Abrir um mercado ou lançar uma linha nova cria necessidades de habilidades que ninguém tinha por que ter no ano anterior.
  • As mudanças regulatórias. Normas de sustentabilidade, de proteção de dados ou de acessibilidade obrigam a competências que antes não eram exigíveis.

Tipos de lacunas de habilidades

Deixando de lado as causas, as lacunas podem se manifestar de maneiras diferentes dentro de uma mesma empresa, e cada tipo tem seus próprios desafios:

Lacunas de habilidades técnicas

Referem-se à falta de conhecimentos específicos necessários para utilizar ferramentas, software ou tecnologias relacionadas ao trabalho. Vão do manejo de maquinário até a programação ou a análise de dados. São as mais fáceis de medir, porque se demonstram fazendo. Você pode aprofundar nas habilidades digitais avançadas.

Lacunas de habilidades comportamentais

Envolvem competências interpessoais como a comunicação eficaz, a empatia ou o trabalho em equipe, indispensáveis em qualquer ambiente de trabalho. São as mais difíceis de avaliar com objetividade e as mais subestimadas ao planejar treinamento: o guia de soft skills e o artigo sobre power skills desenvolvem como abordá-las.

Lacunas de habilidades na liderança

Ficam evidentes quando os gestores carecem das competências necessárias para guiar, motivar e administrar conflitos dentro de seus times. São especialmente danosas quando a empresa enfrenta mudanças de mercado, tecnológicas ou organizacionais, porque multiplicam o efeito de qualquer outra lacuna do time.

Lacunas de habilidades por setor

Refletem as necessidades e tendências particulares de cada indústria. Cada setor enfrenta desafios que exigem habilidades específicas: a indústria financeira, por exemplo, pode ser afetada pela carência de especialistas em análise de dados ou em cibersegurança.

Tipo de lacunaComo se detectaQuem deve liderar a solução
TécnicaProvas práticas, certificações e uso real da ferramenta no cargoO responsável da área, com apoio de treinamento
ComportamentalFeedback 360, observação em reuniões e análise de conflitos recorrentesO RH, junto ao gestor direto
De liderançaRotatividade e clima abertos por gestor, e qualidade dos planos de timeA diretoria: não se delega para baixo
SetorialComparação com vagas do setor e relatórios de mercadoDiretoria e planejamento estratégico de talento

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Como identificar skills gaps na sua empresa?

As lacunas se identificam com um processo chamado análise de lacunas. São três passos, e cada um deve terminar em uma entrega concreta: se ao final de um passo você não tem um documento, não o fez.

Passo 1: Avaliar as habilidades-chave

As habilidades-chave são as competências importantes para a sua empresa ou setor que podem gerar oportunidades de crescimento. O primeiro passo é identificá-las, avaliá-las e alinhá-las com os objetivos estratégicos. Uma boa maneira de começar é criar uma lista de todas as habilidades críticas de que a sua empresa precisa agora e no futuro próximo.

Entrega: uma lista de 15 a 30 habilidades por família de cargos, redigidas como condutas observáveis e não como conceitos. “Interpreta um painel e propõe uma ação” é útil; “orientação a dados” não é.

Passo 2: Medir as habilidades atuais do seu time

O segundo passo é medir o que existe. Pesquisas, autoavaliações, avaliações de desempenho, entrevistas e revisões servem para isso. O objetivo é ter uma imagem clara das capacidades de cada integrante do time, com suas fortalezas e suas áreas de melhoria.

Entrega: uma matriz de pessoas por habilidades com um nível por célula. Contraste sempre a autoavaliação com uma segunda fonte: a autopercepção sozinha infla os níveis médios e vai fazer você planejar sobre um mapa errado. O mapeamento de habilidades e o skill graph são as duas técnicas que melhor organizam esse passo.

Passo 3: Comparar as habilidades atuais com as necessárias

Você já sabe de que habilidades a sua empresa precisa e quais os seus profissionais têm. Toca comparar para visualizar as lacunas existentes. Uma vez identificadas, você poderá desenvolver um plano de ação, que pode incluir tanto a contratação de novo talento quanto estratégias de treinamento.

Entrega: a lista de lacunas com seu tamanho (quantas pessoas, quantos níveis de distância) e seu impacto no negócio. Sem essas duas colunas você não vai conseguir priorizar, e priorizar é exatamente o que vem agora.

Que lacuna atacar primeiro: matriz de criticidade

Toda análise honesta termina com mais lacunas do que se pode fechar em um ano. O erro habitual é repartir o orçamento em partes iguais entre todas e não fechar nenhuma por completo. Cruze cada lacuna com duas variáveis — quanto afeta o negócio e quanto custa cobri-la de fora — e a prioridade se ordena sozinha:

Situação da lacunaO que significaO que fazer primeiro
Alto impacto + difícil de contratarBloqueia objetivos de negócio e o mercado não vai resolver isso para vocêPrioridade 1: plano de desenvolvimento interno acelerado e plano de sucessão
Alto impacto + fácil de contratarBloqueia objetivos, mas há oferta disponível no mercadoContratação de curto prazo enquanto você treina em paralelo, para não depender sempre de fora
Baixo impacto + difícil de contratarIncomoda no dia a dia mas não compromete resultadosTerceirizar ou repensar o processo: pode ser que a habilidade já não faça falta
Baixo impacto + fácil de contratarRuído. Aparece em todas as análises e raramente merece investimentoTreinamento self-service no catálogo, sem plano dedicado

5 estratégias efetivas para fechar a lacuna de habilidades

Com as prioridades ordenadas chega o momento de executar. Estas são as cinco estratégias que funcionam, com a nuance que quase nunca se conta: quando cada uma convém e quanto demora para dar resultado.

Estratégia 1: treinamento contínuo

O treinamento contínuo é uma das melhores maneiras de manter os funcionários em dia com as habilidades que os objetivos do negócio exigem. Implica oferecer programas regulares que cubram tanto habilidades comportamentais quanto habilidades técnicas por meio de workshops, certificações, cursos online ou webinars que deem a eles as ferramentas para desenvolver suas competências.

Quando se aplica: sempre, como base. Prazo: é a mais lenta em mostrar resultados e a única que evita que a lacuna se reabra. Um plano de treinamento por cargo é o que a transforma em sistema e não em catálogo.

Estratégia 2: uso de tecnologias de e-learning

As tecnologias de e-learning abrem a porta a um treinamento flexível, adaptável a diferentes estilos de aprendizagem. Essas plataformas permitem acessar cursos e materiais a qualquer momento e lugar, respondem a necessidades específicas priorizando as habilidades-chave e trazem informação sobre o progresso de cada profissional.

Quando se aplica: assim que a lacuna afeta mais de um time ou várias localidades. Prazo: rápido na implantação, mas exige medir: o analytics do LMS é o que distingue treinamento de entretenimento.

Estratégia 3: upskilling e reskilling

O upskilling e o reskilling são duas estratégias-chave para fechar lacunas. O reskilling capacita os profissionais para assumir novos papéis dentro da empresa; o upskilling melhora suas competências para assumir tarefas mais complexas dentro do papel atual. Ambos permitem aproveitar o talento existente em vez de depender de novas contratações, e melhoram a cultura organizacional ao oferecer aos funcionários oportunidades de desenvolvimento que os fazem se sentir valorizados.

Quando se aplica: quando a lacuna é de alto impacto e o perfil é difícil de encontrar fora. Prazo: de três a doze meses conforme a distância entre o ponto de partida e o destino. A transformação de habilidades explica como planejar o percurso completo.

Estratégia 4: contratação estratégica

A contratação estratégica consiste em incorporar talento que não só cubra as necessidades atuais, mas que encaixe com os objetivos de longo prazo. Implica buscar pessoas com habilidades técnicas específicas e, além disso, capacidade de aprender rápido, adaptar-se às mudanças e contribuir para o crescimento e a cultura da empresa.

Quando se aplica: quando a lacuna bloqueia um objetivo com data e não há margem para treinar. Prazo: o mais rápido no papel e o mais caro na prática, sobretudo nos setores em que 7 de cada 10 empresas disputam o mesmo perfil.

Estratégia 5: planejamento do talento

O planejamento do talento é a abordagem estratégica para gerir lacunas, e consiste em antecipar as necessidades futuras da empresa. Requer identificar os papéis críticos, mapear o desenvolvimento dos funcionários rumo a esses papéis e criar planos de sucessão, sem perder de vista as tendências do mercado para ajustar o plano quando for preciso.

Quando se aplica: é a que evita que você volte a estar aqui daqui a dois anos. Prazo: longo, e por isso costuma ser a primeira que se adia e a que mais caro sai ter adiado.

Treinar, contratar ou terceirizar: como decidir

As cinco estratégias anteriores se reduzem, na hora da verdade, a uma única pergunta por lacuna: cubro de dentro, compro de fora ou tiro do perímetro da empresa? Estes são os critérios que ordenam a decisão:

OpçãoQuando é a corretaO que custa de verdade
Treinar quem já estáA habilidade é estratégica, recorrente e a pessoa tem base para alcançá-laTempo (3-12 meses) e disponibilidade real para se treinar dentro da jornada
ContratarHá um objetivo com data, o perfil existe no mercado e a habilidade vai continuar fazendo faltaSalário de mercado mais o custo de integração e a curva até a pessoa render
TerceirizarA habilidade é pontual, muito especializada e não dá vantagem competitiva mantê-la dentroDependência do fornecedor e conhecimento que nunca fica em casa
Redesenhar o cargoA lacuna aparece porque o cargo acumula funções que já não encaixam juntasEsforço organizacional, mas é a única opção que elimina a lacuna em vez de tapá-la

5 erros em uma análise de lacunas de habilidades

A análise é a parte fácil. Estas cinco falhas são as que fazem o resultado acabar numa gaveta:

  1. Confundir a lacuna com a escassez de talento. Se a habilidade não existe no mercado, abrir um processo seletivo só consome meses. Essa lacuna se fecha treinando, não procurando.
  2. Medir só com autoavaliação. As pessoas com menos domínio de uma habilidade tendem a se supervalorizar, e as especialistas a fazer o contrário. Contraste sempre com uma segunda fonte.
  3. Mapear habilidades que já não se usam. Muitos catálogos de competências descrevem o trabalho de cinco anos atrás. Antes de medir, revise se a lista descreve o cargo atual.
  4. Deixar de fora a lacuna de liderança. É a mais incômoda de medir porque aponta para cima, e a que mais multiplica o efeito de todas as demais.
  5. Fazer isso uma única vez. Uma análise sem data de revisão é uma foto. Com 39% das competências mudando até 2030, uma foto vence em meses.

Há um sexto erro que não é da análise, e sim do que vem depois: não medir o resultado. Cruzar o treinamento ministrado com o desempenho dos funcionários é o que permite saber se a lacuna se fechou de verdade ou se só se consumiu o orçamento.

Caso de sucesso: como o Grupo AKRON impulsionou o upskilling e o reskilling dos seus profissionais

O Grupo Akron é uma empresa líder na indústria de lubrificantes e aditivos com presença na América do Sul, na América Central e nos Estados Unidos. Dentro do DNA da sua cultura, a inovação e o desenvolvimento profissional dos seus funcionários é uma das missões mais importantes. Por isso, junto com a isEazy, colocou em marcha um plano de transformação dos seus processos de treinamento corporativo rumo a um modelo online que garantisse o upskilling e o reskilling dos seus mais de 700 colaboradores.

Acesse este caso de sucesso e descubra como conseguiram estabelecer um treinamento e-learning de qualidade, fixando trilhas de aprendizagem específicas por cargo e perfil, e aumentaram suas taxas de engajamento e de conclusão.

CASO DE SUCESSO

Como ajudamos o AKRON Group a promover o upskilling e reskilling de sua força de trabalho

Fechar a lacuna de habilidades? Alcance seus objetivos com o isEazy Skills!

Fechar uma lacuna de habilidades exige detectá-la a tempo e contar com ferramentas de e-learning que permitam oferecer programas de treinamento eficazes. E exige também constância: segundo o Workplace Learning Report 2025 do LinkedIn, oferecer oportunidades de aprendizado é a estratégia de retenção número um entre as organizações pesquisadas, mas apenas 36% têm programas de desenvolvimento realmente maduros. A diferença entre umas e outras não está na intenção, e sim no sistema.

Não sabe por onde começar? Descubra o isEazy Skills, o catálogo de cursos mais completo do mercado, com mais de 540 cursos e programas ideais para cobrir qualquer necessidade de treinamento, perfil, cargo ou setor. Impulsione o desenvolvimento de habilidades do seu time com cursos ágeis e atraentes, disponíveis em diferentes formatos para que possam acessá-los onde estiverem. O que está esperando para solicitar uma demonstração?

Perguntas frequentes sobre as lacunas de habilidades

Por que é importante fechar a lacuna de habilidades?

Fechar a lacuna de habilidades é crucial para que uma empresa continue competitiva e se adapte às mudanças e demandas do mercado. Além disso, ao abordar essas lacunas, o risco de gargalos nos processos é reduzido, a satisfação dos funcionários melhora e o talento é retido, já que os colaboradores percebem que a empresa investe em seu desenvolvimento.

Quais são as principais causas das lacunas de habilidades?

As lacunas de habilidades podem ser causadas por diversos fatores. Um dos mais comuns é a rápida evolução tecnológica, em que as ferramentas e métodos mudam mais rápido do que os funcionários conseguem aprender. A falta de alinhamento entre a educação formal e as necessidades do mercado também contribui, assim como a ausência de formação contínua dentro da empresa e a falta de planejamento estratégico para prever e se preparar para as necessidades futuras de habilidades.

Quais ferramentas podem ser utilizadas para analisar a lacuna de habilidades?

Para analisar a lacuna de habilidades, várias ferramentas podem ser utilizadas para avaliar e comparar as competências atuais dos funcionários com as necessárias. Algumas das ferramentas mais populares incluem plataformas de gestão de aprendizagem, softwares de avaliação de competências, pesquisas e autoavaliações, entrevistas de desempenho e análise de dados de recursos humanos. As ferramentas de e-learning com funções de acompanhamento do progresso e análise de desempenho também são úteis para medir habilidades e planejar programas de desenvolvimento personalizados.

Quando uma empresa deve realizar uma análise de lacunas de habilidades?

Uma empresa deve realizar uma análise de lacunas de habilidades regularmente, pelo menos uma vez por ano, para se manter atualizada com as necessidades do mercado em constante mudança. Também é importante realizar essa análise em momentos chave, como antes de lançar novos produtos ou serviços, ao implementar novas tecnologias, ao planejar a expansão para novos mercados ou durante uma reorganização interna. Qualquer mudança estratégica que afete as operações diárias ou os objetivos de longo prazo da empresa é uma oportunidade ideal para avaliar as competências da equipe e garantir que estejam corretamente alinhadas.

Quantas empresas brasileiras têm lacuna de habilidades?

Segundo a Pesquisa de Escassez de Talentos 2026 da ManpowerGroup, 80% dos empregadores brasileiros declaram dificuldade para contratar, acima da média global de 72%. A pesquisa ouviu mais de 39 mil empregadores em 41 países, com 1.020 entrevistas no Brasil. Por setor, os mais tensionados mundialmente são informação e tecnologia (75%), hotelaria e alimentação (74%) e setor público, saúde e serviços sociais (74%), enquanto bancos e seguros fica na parte de baixo, com 71%.

Qual é a diferença entre lacuna de habilidades e escassez de talento?

A escassez de talento é um problema do mercado de trabalho: a habilidade de que você precisa não está disponível lá fora, ou há muito mais demanda do que oferta. A lacuna de habilidades é um problema interno: essa competência existe no mercado, mas não no seu quadro. A distinção importa porque cada uma se resolve de forma diferente. Uma lacuna interna se fecha com treinamento, mobilidade ou redesenho do cargo; diante de uma escassez real de mercado, abrir um processo seletivo só consome meses sem resultado.

É melhor treinar meu time ou contratar para fechar uma lacuna?

Depende de três variáveis: se a habilidade é estratégica e recorrente ou pontual, se existe oferta no mercado e se há um objetivo com data envolvido. Treinar é a opção correta quando a competência vai continuar fazendo falta e as pessoas têm base para alcançá-la, mesmo que demore de três a doze meses. Contratar faz sentido quando há uma data a cumprir e o perfil existe fora, mas seu custo real inclui o salário de mercado, a integração e a curva até a pessoa render. Se a habilidade é muito especializada e não traz vantagem competitiva mantê-la dentro, terceirizar é uma opção legítima.

Como se mede se uma lacuna de habilidades foi fechada?

Não com horas de treinamento ministradas, que é o indicador mais usado e o menos informativo. Mede-se voltando a aplicar a mesma avaliação do passo 2 da análise e comparando o nível por pessoa e habilidade com o mapa inicial. A isso convém somar pelo menos um indicador de negócio associado a essa lacuna: tempo de resolução, taxa de erro, projetos entregues no prazo ou o que corresponder ao cargo. Se o nível sobe mas o indicador de negócio não se move, provavelmente a lacuna medida não era a que bloqueava o resultado.