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June 12, 2026
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Os critérios ESG (Environmental, Social and Governance) são os três pilares estratégicos que definem o compromisso sustentável de uma empresa: ambiental (E), social (S) e governança (G). Os indicadores ESG são as métricas concretas que medem o desempenho real em cada um desses pilares. Em outras palavras: os critérios definem o marco do que a empresa deve abordar; os indicadores medem até que ponto isso está sendo feito. Neste guia você encontrará o que são, quais tipos existem, como são medidos e como implementar uma estratégia ESG sólida na sua organização.
Os critérios ESG (Environmental, Social and Governance) são os três pilares estratégicos que definem o compromisso sustentável de uma empresa. Cada pilar reúne princípios e práticas que vão além do desempenho financeiro tradicional.
A diferença fundamental: os critérios são o marco de referência (o que medir); os indicadores ESG são as métricas concretas (como medir). Por exemplo, diversidade e inclusão é um critério social (S); o percentual de mulheres em cargos de liderança é o indicador que o quantifica.
Os indicadores ESG são métricas que permitem avaliar o desempenho sustentável de uma empresa de forma objetiva e comparável. Analisam seu impacto ambiental, sua relação com funcionários e comunidades, e a qualidade de suas práticas de governança.
Esses indicadores servem para:
| Pilar | Indicadores-chave | Exemplos de KPI |
|---|---|---|
| Ambiental (E) | Clima, energia, água, resíduos | Emissões de CO₂ (Escopo 1/2/3), % energia renovável, m³ água consumida |
| Social (S) | Funcionários, comunidades, cadeia de valor | Horas de treinamento por funcionário, % lacuna salarial de gênero, taxa de rotatividade |
| Governança (G) | Governo corporativo, ética, transparência | % conselheiros independentes, políticas anticorrupção, score auditoria |
Os indicadores ESG se agrupam em três categorias conforme o pilar a que pertencem. Cada tipo inclui métricas específicas com as quais as empresas podem avaliar seu impacto real.
| 🌿 Indicadores ambientais (E) | O que mede | Exemplos de KPI |
|---|---|---|
| Pegada de carbono | Emissões diretas e indiretas de CO₂ | Toneladas de CO₂ Escopo 1, 2 e 3 |
| Consumo de energia | Uso total de energia e fontes renováveis | % energia renovável sobre o total consumido |
| Gestão da água | Uso e reutilização de recursos hídricos | M³ de água consumida / reutilizada |
| Resíduos e economia circular | Geração e tratamento de resíduos | % resíduos reciclados ou reutilizados |
| Biodiversidade | Impacto sobre ecossistemas naturais | Área protegida ou restaurada (ha) |
| 👥 Indicadores sociais (S) | O que mede | Exemplos de KPI |
|---|---|---|
| Diversidade e inclusão | Representação de grupos na empresa | % mulheres em cargos de liderança |
| Equidade salarial | Lacuna de remuneração entre grupos | % lacuna salarial de gênero |
| Segurança no trabalho | Acidentes e condições de trabalho | Taxa de acidentes de trabalho |
| Treinamento e talentos | Investimento no desenvolvimento do funcionário | Horas de treinamento por funcionário/ano |
| Rotatividade | Estabilidade e satisfação da equipe | Taxa de rotatividade voluntária anual |
| Direitos humanos | Conformidade na cadeia de fornecimento | % fornecedores auditados em DH |
| 🏛️ Indicadores de governança (G) | O que mede | Exemplos de KPI |
|---|---|---|
| Independência do conselho | Qualidade do governo corporativo | % conselheiros independentes |
| Políticas anticorrupção | Ética empresarial e conformidade normativa | Número de incidentes de fraude/corrupção |
| Transparência fiscal | Reporte de informações financeiras | % países onde a carga tributária é publicada |
| Proteção de dados | Segurança da informação e privacidade | Número de violações de segurança detectadas |
| Canais de denúncia | Mecanismos éticos internos | Existência e uso de canal de denúncias |
Os indicadores ESG são fundamentais para avaliar de forma abrangente o desempenho sustentável de uma empresa. São essenciais para responder às expectativas de investidores e consumidores, e para demonstrar um compromisso real com a responsabilidade corporativa. Segundo um relatório da McKinsey, empresas com programas ESG sólidos podem ver um aumento de até 60% nos lucros.
Implementar os critérios ESG não é apenas cumprir uma obrigação regulatória: é uma fonte de valor real para o negócio.
Empresas alinhadas com os critérios ESG gerenciam melhor sua relação com reguladores e administrações públicas, obtendo aprovações e licenças com mais facilidade.
Ao focar no uso responsable de recursos, os critérios ESG ajudam a reduzir despesas operacionais relacionadas a matérias-primas, água ou emissões de carbono. Segundo a McKinsey, o aumento dos lucros pode chegar a 60%.
A satisfação dos funcionários se correlaciona positivamente com o retorno dos acionistas. Empresas com boas práticas sociais (S) —como programas de treinamento, diversidade e bem-estar— obtêm melhor desempenho no longo prazo.
Investidores institucionais priorizam cada vez mais empresas com classificações ESG sólidas. Um bom desempenho em indicadores ESG facilita o acesso a títulos verdes, fundos sustentáveis e melhores condições de crédito.
Empresas com estratégias ESG sólidas desfrutam de maior confiança de clientes, funcionários e parceiros. Em mercados com consumidores cada vez mais conscientes, a reputação sustentável é um diferencial real.
Os critérios ESG são hoje o padrão de referência para avaliar a responsabilidade corporativa. Sua adoção significa que a empresa assume compromissos mensuráveis em três dimensões: como trata o planeta, como trata as pessoas e como se governa.
Empresas com boas pontuações ESG obtêm vantagens regulatórias, maior confiança das partes interessadas e melhores condições de financiamento. Além disso, a diretiva europeia CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) obriga um número crescente de empresas a publicar relatórios de sustentabilidade verificados, tornando os critérios ESG um requisito legal, não apenas uma opção estratégica.
A responsabilidade corporativa não pode mais ser separada do desempenho financeiro. Os critérios ESG são a ponte entre os dois.
Implementar indicadores ESG não está isento de dificuldades:
Uma estratégia ESG sólida não é um documento de intenções: é um plano de ação concreto que afeta a gestão, a cultura e os resultados da empresa.
O ponto de partida é entender onde a empresa está hoje e quem é afetado por suas atividades. A análise de materialidade identifica quais temas ESG são relevantes tanto para o negócio quanto para as partes interessadas: investidores, funcionários, clientes, fornecedores, comunidades locais e órgãos reguladores. Compreender suas necessidades e expectativas é essencial para alinhar as ações ESG com as demandas externas e internas.
Uma vez identificadas as partes interessadas, é fundamental criar uma equipe dedicada ao ESG formada por profissionais de áreas estratégicas: sustentabilidade, conformidade regulatória, recursos humanos, finanças e operações. Essa equipe supervisionará e implementará as políticas ESG, garantindo que a empresa não apenas adote práticas responsáveis, mas as meça, reporte e melhore continuamente.
O treinamento dessa equipe é em si mesmo um indicador do pilar S: o número de pessoas com treinamento certificado em sustentabilidade é um KPI que aparece nos relatórios ESG.
Com o diagnóstico em mãos, o próximo passo é definir objetivos mensuráveis alinhados aos ODS da ONU e a marcos como GRI ou CSRD. Cada objetivo deve ter seu indicador ESG correspondente, um responsável interno, um prazo e uma linha de base para comparação.
Exemplo de objetivo bem definido: “Reduzir as emissões do Escopo 1 em 30% até 2027 em relação aos níveis de 2023, com acompanhamento trimestral”. Para mais contexto sobre como alinhar objetivos empresariais à sustentabilidade, nosso guia sobre ODS para empresas oferece o quadro completo.
A credibilidade de uma estratégia ESG depende da qualidade dos dados:
Um dos principais desafios é a falta de dados verificáveis no Escopo 3 ou em indicadores sociais de fornecedores.
Os objetivos ESG só geram valor quando integrados à gestão real da empresa: orçamentos, incentivos executivos, processos de compras e cultura organizacional. Conectar os objetivos ESG aos OKRs corporativos é uma abordagem eficaz para que cada área tenha resultados-chave vinculados à sustentabilidade.
Uma estratégia ESG que não chega aos funcionários não é executada. As horas de treinamento por funcionário, a taxa de participação em programas de sustentabilidade e o nível de conhecimento sobre os ODS da empresa são indicadores sociais (S) mensuráveis incluídos nos relatórios ESG.
O treinamento verde ou green training é a disciplina formativa específica para desenvolver competências de sustentabilidade: conhecimento ambiental, ética corporativa, conformidade normativa e pensamento sistêmico aplicado ao negócio.
Os relatórios ESG são o instrumento de prestação de contas perante as partes interessadas. Um bom relatório não registra apenas os sucessos: também reconhece os desafios e apresenta o plano de melhoria. O reporte deve estar alinhado com os marcos escolhidos (GRI, CSRD, TCFD) e ser publicado anualmente.
A estratégia ESG é um ciclo de melhoria contínua. Cada ciclo de reporte fornece informações para ajustar objetivos e identificar novas áreas de impacto. Para ver o que outras empresas estão fazendo em matéria de sustentabilidade, consulte nossa comparação das melhores empresas ESG.
Os indicadores ESG bem gerenciados têm um impacto positivo mensurável no resultado empresarial: menores custos de energia, menor rotatividade, melhor acesso a financiamento e menor exposição a sanções regulatórias.
Um relatório ESG (também chamado de relatório de sustentabilidade) é o documento em que a empresa publica seu desempenho nos três pilares ESG: dados quantitativos (indicadores e KPIs), informações qualitativas sobre políticas e processos, e compromissos futuros.
A classificação ESG é atribuída por agências especializadas como MSCI, S&P Global e Sustainalytics, que analisam os dados da empresa, realizam auditorias e comparam com padrões setoriais. Quanto maior a pontuação, mais sólido é o desempenho ESG da empresa.
| Marco | Escopo principal | Obrigatoriedade |
|---|---|---|
| GRI (Global Reporting Initiative) | Universal: E, S e G para qualquer setor | Voluntário (referência global mais utilizada) |
| CSRD (UE) | Reporte de sustentabilidade para empresas europeias | Obrigatório na UE (a partir de 2024–2026 em fases) |
| TCFD | Riscos e oportunidades climáticas (E) | Voluntário / obrigatório conforme jurisdição |
| Pacto Global ONU | DH, trabalho, meio ambiente, anticorrupção | Voluntário (10 princípios de adesão livre) |
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Lembre-se de que os indicadores sociais (S) —como as horas de treinamento por funcionário, a taxa de participação em programas de sustentabilidade ou o nível de conhecimento ESG da equipe— são KPIs incluídos nos relatórios. Investir no treinamento das equipes não apenas melhora a cultura organizacional: também melhora suas métricas ESG.
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Os critérios ESG são os três pilares estratégicos que definem o compromisso sustentável de uma empresa: ambiental (E), social (S) e governança (G). Os indicadores ESG, por sua vez, são as métricas concretas que permitem medir o desempenho em cada um desses pilares. Em outras palavras: os critérios definem o marco do que a empresa deve abordar; os indicadores medem até que ponto isso está sendo feito. Por exemplo, diversidade e inclusão é um critério social (S); o percentual de mulheres em cargos de liderança é o indicador que o quantifica.
Os indicadores ESG se agrupam em três categorias conforme o pilar a que pertencem. Os indicadores ambientais (E) medem o impacto ecológico da empresa: pegada de carbono, consumo energético, uso de renováveis, gestão de resíduos e uso da água. Os indicadores sociais (S) avaliam a relação com funcionários e comunidades: diversidade e inclusão, equidade salarial, segurança no trabalho, treinamento e desenvolvimento de talentos e rotatividade. Os indicadores de governança (G) analisam a qualidade do governo corporativo: transparência fiscal, políticas anticorrupção, independência do conselho e proteção de dados.
A medição dos indicadores ESG segue um processo estruturado: primeiro, coletam-se dados internos e externos relevantes para cada pilar; depois, definem-se KPIs concretos alinhados a marcos reconhecidos como GRI, CSRD ou TCFD; realizam-se auditorias internas ou externas para verificar a confiabilidade dos dados; elabora-se um relatório de sustentabilidade com os resultados; e, por fim, compara-se com benchmarks setoriais para identificar lacunas e oportunidades de melhoria. A classificação ESG final é atribuída por agências especializadas como MSCI, S&P Global e Sustainalytics.
Legalmente, a diretiva europeia CSRD obriga grandes empresas europeias e companhias listadas a publicar relatórios de sustentabilidade verificados a partir de 2024–2026 (conforme o porte da empresa). No entanto, os indicadores ESG são aplicáveis e recomendáveis para qualquer tipo de empresa, independentemente do porte ou setor. PMEs que trabalham com grandes corporações estão cada vez mais pressionadas a reportar seus dados ESG para permanecer na cadeia de fornecimento. E startups que buscam investimento encontram fundos sustentáveis que exigem essas métricas desde as fases iniciais. Em resumo: se a sua empresa tem funcionários, impacto ambiental ou relações com partes interessadas externas, os indicadores ESG são relevantes para você.
Os principais marcos internacionais são o Global Reporting Initiative (GRI), padrão mais utilizado para relatórios de sustentabilidade; o Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), focado em riscos climáticos; e o Pacto Global da ONU, que propõe princípios sobre direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. No âmbito regulatório, a diretiva europeia CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) é o marco mais exigente e de maior impacto para empresas europeias a partir de 2025–2026, substituindo a anterior NFRD.
O treinamento tem impacto direto sobre o pilar social (S) dos critérios ESG, que inclui indicadores como horas de treinamento por funcionário, taxas de rotatividade e índice de satisfação dos colaboradores. Uma estratégia de aprendizagem corporativa bem estruturada melhora esses KPIs de forma mensurável: reduz a rotatividade, acelera o desenvolvimento de talentos e reforça uma cultura de conformidade regulatória. Além disso, o treinamento em sustentabilidade garante que toda a organização compreenda e contribua ativamente para os objetivos ESG da empresa, transformando os critérios em prática real do dia a dia.
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