CASO DE SUCESSO
Como a C&A conseguiu formar mais de 15.000 funcionários em conhecimentos técnicos
July 5, 2024
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A digitalização da formação ampliou enormemente as possibilidades de aprendizagem, mas também gerou uma pergunta constante nas equipes de L&D e RH:
quando faz sentido reunir as pessoas em tempo real e quando não?
É aí que entra a formação síncrona, um modelo que vai muito além de “fazer um webinar”. Quando bem desenhada, permite trabalhar a interação, a prática e a conexão entre pessoas. Quando mal planejada, transforma-se em uma videoconferência longa, passiva e esquecível.
Entender o que é a formação síncrona, quais problemas ela resolve e como integrá-la a outros formatos é fundamental para construir programas de aprendizagem realmente eficazes na empresa.
A formação síncrona é aquela em que alunos e formadores participam ao mesmo tempo em um ambiente de aprendizagem, seja presencial ou virtual. No contexto digital, falamos de sessões ao vivo, salas de aula virtuais, aulas on-line em tempo real ou workshops virtuais interativos.
Sua característica distintiva não é apenas a coincidência temporal, mas a interação em tempo real. Perguntas, debates, dinâmicas em grupo, resolução de casos ou simulações acontecem de forma simultânea, gerando uma experiência mais social e participativa.
Esse modelo se diferencia claramente da formação assíncrona, em que cada pessoa acessa os conteúdos quando pode. Aqui, o ritmo é compartilhado, o que favorece o alinhamento, a prática conjunta e a construção de conhecimento coletivo.
| Aspecto | Formação síncrona | Formação assíncrona |
|---|---|---|
| Momento de aprendizagem | Em tempo real | Diferido, sob demanda |
| Interação | Instantânea e bidirecional | Não imediata |
| Papel do aluno | Participante ativo em grupo | Aprendiz autônomo |
| Uso principal | Prática, debate, alinhamento | Conteúdos base e reforço |
| Flexibilidade | Média | Alta |
Ambos os modelos não competem: se complementam. A formação síncrona ativa a prática e a interação, enquanto a assíncrona oferece profundidade, flexibilidade e consolidação.
De fora, pode parecer que o modelo síncrono apenas “torna a aprendizagem mais dinâmica”, mas na realidade ele responde a necessidades muito específicas em ambientes corporativos.
Quando uma organização precisa alinhar equipes em relação a uma estratégia, processo ou mudança importante, a interação em tempo real reduz mal-entendidos e acelera a compreensão.
Quando se trata de habilidades interpessoais — liderança, comunicação, negociação — a prática guiada, o role play e o feedback imediato fazem toda a diferença em comparação com conteúdos apenas teóricos.
Também é fundamental em contextos de onboarding, em que o sentimento de pertencimento, a conexão com outras pessoas e a possibilidade de fazer perguntas ao vivo facilitam a integração.
Nesses cenários, a formação síncrona não é um complemento estético: é um acelerador da transferência para o trabalho.
Nem toda sessão ao vivo é uma formação síncrona de qualidade. Para que funcione, algumas condições precisam ser atendidas.
A interação não pode ser superficial. Debates, enquetes ao vivo, trabalho em pequenos grupos ou resolução de casos são o que transformam a sessão em um verdadeiro espaço de aprendizagem.
O design deve ser orientado à prática. O formato síncrono não é o ideal para despejar teoria extensa, mas para aplicar, discutir e experimentar.
Além disso, a estrutura é fundamental. Sem objetivos claros e uma dinâmica definida, a sessão se perde em exposição contínua.
Por fim, o papel do formador muda. Ele deixa de ser um expositor para se tornar facilitador, moderador e guia da experiência.
| Situação na empresa | Por que o formato síncrono é o mais adequado | O que oferece em comparação com cursos gravados |
|---|---|---|
| Trabalho com situações reais que exigem debate | Permite analisar casos ao vivo, ouvir diferentes pontos de vista e tomar decisões de forma coletiva | Gera aprendizagem contextualizada e compartilhada, não apenas compreensão individual |
| Reforço da cultura e dos valores | A conversa em tempo real facilita o alinhamento, a reflexão conjunta e a conexão emocional com a mensagem | Favorece a internalização de valores por meio da interação social |
| Resolução de dúvidas complexas | O formador pode adaptar as explicações durante a sessão e responder de acordo com as necessidades do grupo | Evita mal-entendidos e acelera a compreensão de temas críticos |
| Desenvolvimento de habilidades interpessoais | Dinâmicas como role plays, simulações ou feedback ao vivo exigem interação social | Permite praticar comportamentos, não apenas entender conceitos |
| Coesão de equipes | Compartilhar um espaço ao vivo cria sensação de grupo, pertencimento e colaboração | Fortalece vínculos entre as pessoas, algo que o consumo individual não gera |
Embora seja poderosa, não é uma solução universal.
Esses limites explicam por que não deve ser utilizada para todo o conteúdo formativo.
Um dos erros mais frequentes é confundir formação síncrona com simples transmissão ao vivo. Sem dinâmicas, a sessão se transforma em uma palestra on-line.
Outro erro é sobrecarregar com teoria, quando esse formato foi pensado para prática e troca de experiências.
Também é comum não preparar o aluno previamente. Sem contexto anterior, o tempo ao vivo é usado para explicar o básico, em vez de aprofundar.
Por fim, não integrar o formato síncrono com recursos posteriores reduz seu impacto, já que a experiência fica isolada.
As sessões devem ter objetivos concretos vinculados ao desempenho. Não se trata de “dar uma aula”, mas de provocar mudanças na forma de agir.
As dinâmicas participativas precisam ser planejadas. Casos reais, enquetes ao vivo ou trabalho em subgrupos mantêm o engajamento.
A duração também influencia. Blocos curtos e estruturados evitam a sobrecarga cognitiva.
E, acima de tudo, a sessão deve fazer parte de um percurso maior, com materiais antes e depois que consolidem a aprendizagem.
A chave não é escolher entre síncrono ou assíncrono, mas desenhar ecossistemas em que cada formato cumpra sua função.
Conteúdos base, conceituais ou de consulta geralmente se encaixam melhor em formatos assíncronos. As sessões ao vivo ficam reservadas para aprofundar, praticar e conectar.
Essa abordagem híbrida permite aproveitar a flexibilidade digital sem perder o valor da interação humana.
Na empresa, esse modelo está ligado a processos críticos: onboarding, desenvolvimento de liderança, mudanças organizacionais, formação comercial ou resolução de incidentes complexos.
Não é utilizado para “transmitir conteúdos”, mas para ativar conversas, praticar habilidades e alinhar comportamentos.
Por isso, integrá-lo a plataformas como o isEazy LMS, que permitem combinar sessões ao vivo com recursos, acompanhamento e comunicação, garante que a experiência não fique isolada, mas conectada à estratégia de aprendizagem.
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Pode ser, principalmente na parte aplicada. A base conceitual costuma funcionar melhor em formatos assíncronos, enquanto as sessões síncronas são úteis para resolver problemas complexos, analisar casos reais ou realizar simulações guiadas. Dessa forma, o tempo ao vivo é aproveitado para o que realmente agrega valor.
Depende do objetivo, mas, em geral, blocos entre 45 e 90 minutos, com pausas e mudanças de dinâmica, costumam oferecer melhores resultados. Sessões mais longas aumentam a fadiga digital e reduzem a participação. Dividir conteúdos extensos em vários encontros curtos melhora a atenção e a retenção.
A participação não surge sozinha: ela é planejada. Incluir perguntas abertas, enquetes em tempo real, trabalho em pequenos grupos e atividades práticas favorece o engajamento. Também é importante criar um ambiente de confiança, onde as pessoas se sintam confortáveis para participar.
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