CASO DE SUCESSO
Como a Pepco conseguiu gerir de forma integral a formação dos seus colaboradores com um LMS
Outubro 19, 2026
CONTENT CREATED BY:

Tabla de contenidos
A taxa de saída, ou attrition rate, é a percentagem de pessoas que abandonam uma organização durante um determinado período, quer a saída seja voluntária quer involuntária. Calcula-se dividindo o número de saídas do período pelo efetivo médio desse mesmo período e multiplicando o resultado por 100. Ao contrário de outros indicadores de recursos humanos, não mede apenas movimento: mede perda de talento e de conhecimento.
Na formação corporativa e na gestão de pessoas é um dos indicadores de referência porque se liga a tudo o resto: clima, liderança, desenvolvimento profissional e compromisso. Como ordem de grandeza, as saídas voluntárias nas empresas portuguesas terão rondado os 10,6% em 2023, acima dos níveis anteriores à pandemia. É um valor que cobre apenas quem sai por iniciativa própria, pelo que a taxa total é necessariamente superior, e varia enormemente consoante o setor.
Neste guia vai ver o que mede exatamente o attrition rate, como calculá-lo sem que o dado o engane, quanto custa em euros, que tipos existem, que fatores o disparam, quando deve preocupá-lo e que ações o reduzem mesmo, com especial atenção ao papel da aprendizagem e do desenvolvimento profissional.
A taxa de saída é utilizada sobretudo na área dos recursos humanos, embora também se aplique à educação, ao apoio ao cliente ou à gestão de utilizadores. Na empresa, a sua função é dar uma visão clara sobre a rotatividade real do efetivo e sobre a capacidade da organização para reter talento.
O seu valor é mais estratégico do que operacional, porque um mesmo número resume várias realidades ao mesmo tempo:
Convém esclarecer também o que não é. O attrition rate não é o churn rate: esse termo mede o abandono de clientes, não de colaboradores, e, embora a fórmula seja parecida, o dado responde a uma pergunta de negócio diferente. E também não é, por si só, um diagnóstico: é o sintoma que obriga a procurar a causa.
Um dos erros mais comuns é usar attrition rate e turnover como sinónimos. Estão relacionados, mas não medem a mesma coisa, e confundi-los leva a comparar dados que não são comparáveis.
| Métrica | O que mede | Erro típico ao usá-la |
|---|---|---|
| Taxa de saída (attrition) | Todas as saídas da organização, voluntárias e involuntárias, seja a função reposta depois ou não | Lê-la como um problema quando parte das saídas corresponde a uma reestruturação planeada |
| Rotatividade (turnover) | As saídas que exigem substituição, ou seja, o ciclo completo de saída e contratação | Compará-la com o attrition de outra empresa sem saber se ambas contam as vagas não repostas |
| Churn rate | O abandono de clientes ou utilizadores num período, não o de colaboradores | Importar a fórmula do churn comercial para a área de pessoas e contar entradas e saídas no mesmo saco |
Na prática, o attrition rate ajuda a analisar a perda global de talento e o turnover é mais usado para avaliar a dinâmica de contratação e substituição. São métricas complementares: juntas dão uma visão muito mais completa da situação real do efetivo do que qualquer uma delas isoladamente.
Calcular a taxa de saída é simples, mas fazê-lo bem é o que separa um dado acionável de um número que não serve para decidir nada.
A fórmula mais habitual é a seguinte:
(Número de saídas durante o período / Número médio de colaboradores durante o período) × 100
Por exemplo, se uma empresa regista 12 saídas durante um ano e tem uma média de 120 colaboradores nesse mesmo período, o cálculo seria:
12 ÷ 120 = 0,1
0,1 × 100 = 10% de taxa de saída anual
O attrition rate pode ser calculado de forma:
Se precisar de antecipar-se sem esperar pelo fecho do ano, anualize o dado mensal multiplicando-o por 12. Uma empresa com 1,5% de saídas em março caminha para 18% anuais se o ritmo se mantiver. É uma projeção, não uma certeza, mas permite reagir em março e não em dezembro. O importante é manter sempre o mesmo critério quando se comparam períodos ou departamentos.
Para que o dado seja útil:
O argumento que move um orçamento de retenção não é a percentagem: é o euro. Segundo a Gallup, o custo de substituir uma pessoa oscila entre metade e o dobro do seu salário anual, consoante a função e a dificuldade de a preencher. Com essa margem já consegue pôr um valor no seu próprio dado.
A fórmula para o estimar é:
Custo anual da saída = N.º de saídas por ano × Salário médio anual × Fator de substituição (0,5 a 2)
Seguindo o exemplo anterior, uma empresa com 120 colaboradores, 12 saídas por ano e um salário médio de 32.000 €, usando um fator conservador de 0,75, teria um custo aproximado de 288.000 € por ano. Com um fator de 1,5 para perfis técnicos difíceis de preencher, o valor sobe para 576.000 €. Baixar a taxa de 10% para 7% nesse cenário poupa entre 86.000 € e 172.000 € anuais.
Use o extremo baixo da margem para perfis operacionais com grande disponibilidade no mercado, e o alto para posições técnicas, comerciais com carteira ou chefias intermédias. Estes são os conceitos que deve somar para afinar o seu próprio fator:
| Conceito de custo | O que inclui | Onde encontrar o dado na sua empresa |
|---|---|---|
| Custo de recrutamento | Publicação de anúncios, horas de seleção, honorários de agência e provas técnicas | Orçamento de talent acquisition dividido pelas contratações do ano |
| Custo de integração | Onboarding, formação inicial, licenças, equipamento e horas da equipa que acompanha | Horas registadas no plano de acolhimento mais o custo do equipamento-padrão |
| Curva de produtividade | Os meses até a pessoa render ao nível esperado da função | Tempo médio até aos objetivos na avaliação de desempenho do primeiro ano |
| Perda de conhecimento | Know-how não documentado, relações com clientes e critério acumulado | Difícil de quantificar: estima-se como meses de salário da função crítica |
| Impacto na equipa | Sobrecarga de quem fica, horas extraordinárias e risco de saídas em cadeia | Horas extraordinárias e absentismo da área nos três meses seguintes à saída |
Nem todas as saídas têm o mesmo impacto nem o mesmo significado. Distinguir entre tipos é o que transforma o dado numa decisão.
Ocorre quando a pessoa decide abandonar a empresa por iniciativa própria. Costuma estar relacionada com:
É um dos sinais mais claros de problemas de compromisso.
Inclui despedimentos, fim de contratos ou reestruturações. Nem sempre indica um problema, mas convém analisá-la em conjunto com o contexto organizacional para não confundir uma decisão de negócio com uma fuga de talento.
Acontece quando abandonam a empresa pessoas com baixo desempenho ou funções que deixam de ser necessárias. Em alguns casos pode até ser positiva.
Refere-se à saída de colaboradores-chave ou de elevado desempenho. É a mais crítica, porque tem impacto direto na produtividade, no conhecimento e nos resultados do negócio.
A regra prática: 12% de saída composto quase integralmente por saídas funcionais é mais saudável do que 7% concentrado em perfis de elevado desempenho. Antes de lançar um plano de retenção, cruze a lista de saídas com a última avaliação de desempenho. Se as pessoas que saem são as mais bem avaliadas, tem um problema de saída disfuncional e o plano deve centrar-se nelas, não no efetivo inteiro.
As causas repetem-se entre setores e dimensões de empresa. Estes cinco concentram a maior parte das saídas evitáveis:
| Fator | Como afeta a taxa de saída | Sinal de alerta para os RH |
|---|---|---|
| Ambiente e clima laboral | Um ambiente negativo ou pouco inclusivo acelera as saídas voluntárias | Queixas recorrentes, conflitos por resolver, baixo compromisso |
| Salário e benefícios | A perceção de compensação injusta impulsiona a procura de alternativas | Comparações salariais constantes, ofertas externas |
| Oportunidades de desenvolvimento | A falta de crescimento profissional é uma das principais causas de abandono | Estagnação, baixa participação na formação |
| Liderança e gestão | Uma má liderança deteriora a motivação e o compromisso | Elevada rotatividade em equipas concretas ou sob a mesma chefia |
| Equilíbrio entre vida pessoal e trabalho | A sobrecarga e a falta de flexibilidade aumentam o desgaste | Absentismo, burnout, pedidos de mudança ou de saída |
Os sinais de alerta da tabela anterior são qualitativos, e por isso detetam-se tarde. Cada um tem um equivalente mensurável que provavelmente já está nos seus sistemas:
| Fator | Dado que já tem | O que o deveria fazer olhar duas vezes |
|---|---|---|
| Clima laboral | eNPS ou inquérito de clima por área | Uma área com eNPS abaixo da média da empresa dois trimestres seguidos |
| Compensação | Posição de cada banda salarial face ao mercado | Funções abaixo do percentil 50 do mercado com mais de duas saídas por ano |
| Desenvolvimento | Participação e conclusão da formação no LMS | Perfis sem qualquer atividade formativa nos últimos seis meses |
| Liderança | Taxa de saída desagregada por chefia | Uma chefia com uma taxa que duplica a média do seu departamento |
| Carga e conciliação | Horas extraordinárias, absentismo e férias por gozar | Equipas com horas extraordinárias sustentadas durante mais de um trimestre |
Há um detalhe que a maioria dos painéis de RH esconde: a taxa de saída não se reparte de forma uniforme ao longo da vida profissional. Segundo a análise anual de entrevistas de saída do Work Institute citada pela SHRM, a rotatividade do primeiro ano representa cerca de 40% de toda a rotatividade. Dito de outro modo: quatro em cada dez pessoas que perde saem antes de completar doze meses.
Isso muda onde é preciso investir. Se a sua taxa de saída se concentra nos primeiros meses, o problema raramente está no plano de carreira a três anos: está na seleção, nas expectativas criadas durante o processo ou num onboarding que deixa a pessoa sozinha na terceira semana. Antes de redesenhar a política de compensação, calcule separadamente a sua taxa de saída dos primeiros 90 dias e a dos primeiros 12 meses.
Para essa parte do problema, o que funciona é medir a integração como se mede qualquer outro processo: as métricas de onboarding dizem-lhe se o acolhimento está a funcionar, e um plano de onboarding bem estruturado reduz precisamente as saídas que ocorrem antes de a pessoa ter chegado a render.
Uma taxa de saída elevada tem consequências diretas e indiretas, e as segundas costumam ser maiores do que as primeiras.
Substituir uma pessoa implica despesas de seleção, onboarding e formação, além do tempo até atingir a produtividade esperada. Com a margem da Gallup de metade a duas vezes o salário anual, um efetivo de 200 pessoas com 15% de saídas e um salário médio de 32.000 € está a movimentar entre 480.000 € e 1,9 milhões de euros por ano só em reposição.
Quando saem as pessoas com mais experiência, perde-se know-how crítico que quase nunca está documentado: o critério para resolver uma ocorrência, o histórico de um cliente, o porquê de uma decisão tomada há três anos.
A rotatividade constante gera incerteza, sobrecarrega as equipas e reduz o compromisso de quem permanece. É o efeito mais subestimado: cada saída aumenta a probabilidade da seguinte na mesma equipa.
As empresas com saídas elevadas têm mais dificuldade em atrair talento e consolidar uma imagem sólida como empregadoras, o que encarece por sua vez cada nova contratação e fecha o círculo.
Não existe um número universal válido para todas as empresas, e desconfie de quem lho der. Uma taxa “normal” depende de fatores como:
Como referência de partida em Portugal, as saídas voluntárias nas empresas portuguesas terão rondado os 10,6% em 2023, um valor acima do registado antes da pandemia. Convém ler esse número com cuidado: cobre apenas as saídas por iniciativa do trabalhador, pelo que a taxa total é superior, e a dispersão por setor é enorme — a restauração, o comércio e o turismo giram muito acima da média, enquanto a banca, os seguros ou a educação ficam bastante abaixo. Comparar o seu dado com a média nacional sem corrigir pelo setor é a forma mais rápida de chegar a uma conclusão errada.
O importante não é apenas o número, mas a tendência e o tipo de saída. Três perguntas organizam o diagnóstico melhor do que qualquer benchmark: sobe ou desce face aos dois exercícios anteriores? concentra-se numa área ou numa chefia concreta? quem sai, os de baixo desempenho ou aqueles que não pode dar-se ao luxo de perder? Uma taxa estável e controlada é mais saudável do que picos repentinos ou saídas de perfis-chave.
Estas cinco falhas são as que transformam um indicador útil num número que ninguém usa para decidir:
Reduzir as saídas não consiste em aplicar uma única medida, mas em trabalhar de forma estrutural e pela ordem certa.
Fomentar uma cultura de respeito, inclusão e confiança é a base de qualquer estratégia de retenção. É a alavanca adequada quando as saídas se repartem por toda a organização em vez de se concentrarem numa área, e avalia-se com a evolução do eNPS, não com a perceção da direção.
Investir em formação contínua, planos de carreira e oportunidades de crescimento é uma das medidas mais eficazes contra a saída voluntária. É prioritária quando saem os perfis com melhor desempenho e quando as entrevistas de saída mencionam a estagnação. Um plano de formação por função e os percursos de upskilling e reskilling são o formato que melhor sustenta esta alavanca.
As conversas regulares permitem detetar problemas antes de se transformarem em decisões de saída. É a medida mais barata e a mais rápida de implementar: funciona quando as saídas surgem por surpresa, ou seja, quando as chefias não viram vir nenhuma das últimas. Um sistema de feedback eficaz transforma essa conversa num hábito e não numa formalidade anual.
As políticas de conciliação e os modelos de trabalho flexíveis têm impacto direto na permanência, sobretudo onde há horas extraordinárias sustentadas ou picos sazonais de carga.
As quatro estratégias funcionam, mas não todas ao mesmo tempo nem em qualquer situação. Esta é a leitura rápida:
| O que o seu dado mostra | O que fazer primeiro | Porquê por essa ordem |
|---|---|---|
| As saídas concentram-se nos primeiros 12 meses | Redesenhar o onboarding e rever as expectativas geradas na seleção | É o troço onde se perde cerca de 40% da rotatividade total e o de correção mais rápida |
| Saem os perfis mais bem avaliados | Planos de desenvolvimento individuais e mobilidade interna para esse grupo | A saída disfuncional custa muito mais por pessoa e não se corrige com medidas gerais |
| A taxa dispara sob uma chefia concreta | Formação em liderança e acompanhamento desse responsável | O dado já isolou a causa: atuar sobre todo o efetivo diluiria o esforço |
| Saídas elevadas repartidas por toda a organização | Inquérito de clima e revisão da compensação face ao mercado | Quando não há padrão por área nem por antiguidade, a causa costuma ser transversal |
| Ninguém viu vir nenhuma das últimas saídas | Implementar conversas de acompanhamento e entrevistas de permanência | Sem informação antecipada, qualquer plano de retenção chega tarde por definição |
A aprendizagem contínua é um dos fatores mais influentes na retenção. As pessoas que sentem que a empresa investe no seu crescimento mostram maior compromisso e menor intenção de abandono, e os dados do setor confirmam-no: segundo o Workplace Learning Report 2025 do LinkedIn, 88% das organizações declaram estar preocupadas com a retenção e oferecer oportunidades de aprendizagem é a estratégia de retenção número um entre os inquiridos.
O mesmo relatório aponta onde está a lacuna: apenas 36% das organizações têm programas de desenvolvimento profissional maduros e somente 15% dos colaboradores dizem que a sua chefia os ajudou a construir um plano de carreira nos últimos seis meses, cinco pontos menos do que no ano anterior. A intenção de reter através da formação é quase unânime; a execução, não.
As plataformas de e-learning, como o isEazy LMS, permitem oferecer formação flexível e acessível, adaptada a diferentes perfis e ritmos. Além disso, os LMS modernos incorporam analítica de aprendizagem que ajuda a:
Este último ponto é o que liga formação e retenção de forma operacional: medir o desempenho dos colaboradores em conjunto com a sua atividade formativa permite detetar a estagnação antes de se transformar numa carta de demissão.
A Pepco, cadeia de retalho em plena expansão europeia, é um bom exemplo de como se gere a formação quando o efetivo cresce depressa e está repartido por centenas de lojas: centralizou a gestão formativa dos seus colaboradores num LMS para dar cobertura homogénea a todas as equipas. Descubra como o fizeram →
O tipo de conteúdo também importa. As ferramentas de autor como o isEazy Author facilitam a criação de materiais interativos, práticos e personalizados. Uma aprendizagem relevante e aplicada aumenta a motivação e reduz a frustração que costuma preceder a saída; um catálogo genérico que ninguém termina produz o efeito contrário e, além disso, suja as suas métricas de participação.
Os programas de desenvolvimento profissional reforçam o vínculo entre a pessoa e a organização. Entre os mais eficazes destacam-se:
Para que funcionem, têm de ser visíveis: um percurso que a pessoa não sabe que existe não retém ninguém. E têm de estar ligados a uma conversa de carreira real, porque é a chefia direta quem transforma um catálogo de cursos num plano de desenvolvimento que a pessoa reconhece como seu.
A formação não só reduz as saídas: também as avisa. Um LMS regista comportamento real, não opinião declarada num inquérito anual, e isso torna-o uma fonte de sinais precoces que quase nenhuma organização explora. Convém tratá-los como indícios que abrem uma conversa, nunca como uma previsão automática nem como motivo de qualquer decisão sobre a pessoa.
Cruzar estes dados com a antiguidade e a avaliação de desempenho permite priorizar conversas de permanência com critério, em vez de reagir quando a carta de demissão já está em cima da mesa.
O attrition rate não deve ser visto como um simples KPI, mas como uma ferramenta para a tomada de decisão. Analisado em conjunto com outros indicadores — compromisso, desempenho, participação na formação, eNPS —, permite:
A evidência disponível aponta toda na mesma direção. A Gallup estima que o custo de substituir uma pessoa vai de metade a duas vezes o seu salário anual e que 52% das saídas voluntárias eram evitáveis. A análise anual de entrevistas de saída do Work Institute, citada pela SHRM, coloca os motivos relacionados com o percurso profissional como primeira causa de rotatividade. E o LinkedIn confirma que oferecer aprendizagem é a estratégia de retenção mais utilizada. A conclusão prática é que uma parte substancial das saídas é gerível, e que o desenvolvimento profissional é a alavanca com mais respaldo.
A taxa de saída de colaboradores é muito mais do que um indicador numérico. É um sinal de como as pessoas se sentem dentro da organização e de se a empresa oferece um ambiente atrativo, justo e com oportunidades reais de crescimento.
Se levar apenas três ideias: calcule o dado com a média de colaboradores e desagregue-o por área, antiguidade e desempenho, porque o agregado não serve para decidir; traduza-o em euros com a margem da Gallup para poder defender o orçamento de retenção; e comece pelo troço onde se concentram as suas saídas, que em quatro de cada dez casos é o primeiro ano.
Geri-la de forma proativa, apoiando-se em estratégias de desenvolvimento e em ferramentas de aprendizagem adequadas, permite reduzir a rotatividade, melhorar o compromisso e construir organizações mais sólidas. Ferramentas como o isEazy LMS e o isEazy Author ajudam a criar esse ambiente de aprendizagem contínua que sustenta o desenvolvimento e a retenção de talento.
O attrition rate, ou taxa de saída, é a percentagem de pessoas que abandonam uma organização durante um determinado período, de forma voluntária ou involuntária. Calcula-se dividindo as saídas do período pelo efetivo médio e multiplicando por 100. O seu valor está no que revela: uma taxa alta costuma apontar para problemas de clima, liderança ou falta de desenvolvimento profissional, e uma baixa nem sempre é bom sinal se vier acompanhada de estagnação.
O attrition mede todas as saídas da organização, seja a função reposta depois ou não. O turnover centra-se nas saídas que exigem substituição, ou seja, no ciclo completo de saída e contratação. Na prática, o attrition serve para analisar a perda global de talento e o turnover para avaliar a dinâmica de contratação. São complementares, e compará-los entre empresas sem saber qual dos dois está a ser medido leva a conclusões erradas.
Divide-se o número de saídas do período pelo número médio de colaboradores desse mesmo período e multiplica-se por 100. Por exemplo, 12 saídas num efetivo médio de 120 pessoas dão 10% anuais. Dois detalhes importam: usar sempre o efetivo médio e não o final, porque em empresas que crescem ou se reduzem o dado distorce-se; e manter o mesmo critério sobre contratos a termo e fins de contrato em todos os períodos que vier a comparar.
Não há um número universal: depende do setor, do tipo de funções e do momento da empresa. Como referência, as saídas voluntárias nas empresas portuguesas terão rondado os 10,6% em 2023, acima dos níveis anteriores à pandemia, com a restauração e o comércio bem acima da média e setores como a banca ou a educação bastante abaixo. Mais do que o número importam três coisas: a tendência face aos exercícios anteriores, se se concentra numa área ou numa chefia, e se quem sai são perfis-chave.
Não. O churn rate mede o abandono de clientes ou utilizadores, enquanto a taxa de saída mede a saída de colaboradores. A fórmula é parecida, mas respondem a perguntas de negócio diferentes e não devem misturar-se no mesmo painel. O erro mais habitual é importar a metodologia do churn comercial para a área de pessoas e contar entradas e saídas no mesmo cálculo, o que produz um dado que não é comparável com o de nenhum período anterior.
Multiplique o número de saídas anuais pelo salário médio anual e por um fator de substituição. A Gallup situa esse custo entre metade e o dobro do salário anual consoante a função, pelo que convém usar o extremo baixo para perfis operacionais fáceis de preencher e o alto para posições técnicas ou chefias intermédias. Uma empresa com 12 saídas por ano, um salário médio de 32.000 € e um fator conservador de 0,75 estaria a assumir cerca de 288.000 € anuais em reposição.
Sim, e é a alavanca com mais respaldo. Segundo o Workplace Learning Report 2025 do LinkedIn, oferecer oportunidades de aprendizagem é a estratégia de retenção número um entre as organizações inquiridas, e a análise de entrevistas de saída do Work Institute citada pela SHRM coloca os motivos de percurso profissional como primeira causa de rotatividade. A nuance é que a formação retém quando é visível, está ligada a um percurso de carreira e a chefia participa nela.
O turnover, o compromisso ou eNPS, a avaliação de desempenho, a participação e conclusão da formação e os indicadores de clima laboral. Por si só, o attrition rate diz quanta gente sai, mas não quem nem porquê. Cruzá-lo com o desempenho permite distinguir a saída funcional da disfuncional, e desagregá-lo por antiguidade revela se o problema está na integração ou no desenvolvimento a médio prazo, que são dois problemas com soluções completamente diferentes.
Descobre a ferramenta de autoria nº 1 do mercado
Experimenta gratuitamentePede uma demonstração
